"O CONHECIMENTO SE FAZ COM A APROPRIAÇÃO DAS OPORTUNIDADES DE INFORMAÇÃO." Renato Santos
domingo, 4 de julho de 2010
REDES SOCIAIS NA INTERNET
“eu quero entrar na rede
promover um debate,via internet
(...) eu quero entrar na rede pra conectar...”
Gilberto Gil
A cada novo avanço da tecnologia, os meios de comunicação diminuem distâncias e inserem o homem em uma nova dimensão de tempo e espaço. Nos últimos dez anos a comunicação se transformou de diversas maneiras, mas a grande novidade foi a criação das redes sociais.
Pode-se pensar na internet como um progresso, um avanço que facilita a vida do homem, disponibiliza uma grandeza de informações e aumenta a produtividade de seu trabalho. Contudo é fundamental pensarmos em como a tecnologia, ao mesmo tempo em que muda a relação do homem com seu meio, acaba também por alterá-lo, principalmente na sua forma de expressão e relação social, como o surgimento da linguagem de sinais e letras dos serviços de mensagens instantâneas e que vão para os cadernos de jovens adolescentes o ciberespaço, trazendo uma nova forma de pensar a cibercultura.
O grupo social que mais utiliza estas mídias e participa destes ambientes é o adolescente. O que não quer dizer que outras faixas etárias não as utilizem ou naveguem na internet. A rede é hoje espaço de diversos tipos de pessoas. Porém são os adolescentes que se fazem com maior presença e interação na internet.
Segundo pesquisa realizada pela Conectmídia, 45% da população brasileira utilizam todos os dias Orkut, Facebook e Twitter. Essa grande penetração das redes sociais tem uma contrapartida um tanto quanto não-social: 16% das pessoas preferem se comunicar com amigos, familiares e colegas de trabalho por computador ao invés de pessoalmente. As redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter e MSN são uma das razões para que tantas pessoas passem grande tempo na internet.
As redes oferecem grandes vantagens, tais como a disponibilidade, facilidade do contato e a agilidade e praticidade dos chat’s, mas seus efeitos nocivos também se fazem presentes.
Quando as pessoas se tornam alienados neste mundo sedutor e interessante dos celulares, da internet, dos iphone’s, afastando o homem de si mesmo e o isolando em seu mundo cada vez mais eletrônico e dependente da eletricidade, quase sendo estas próprias, extensões do homem e de seu mal-estar.
A internet permite uma identificação com o outro, nas ações que vão desde moda, doenças raras à construção de um saber científico. Em O Futuro de uma Ilusão (1927), Freud diz que a ciência e a tecnologia podem ser utilizadas para aniquilação das criações humanas. E, em O Mal estar da Civilização (1930), Freud designa o homem, em seu processo civilizatório e ao fazer uso da tecnologia, como uma espécie de “Deus de prótese”. E adverte: “As épocas futuras trarão com elas novos e provavelmente inimagináveis grandes avanços nesse campo da civilização e aumentarão ainda mais a semelhança do homem com Deus. No interesse de nossa investigação, contudo, não esqueceremos que atualmente o homem não se sente feliz em seu papel de semelhante a Deus.”
O mundo digital é enriquecedor como instrumento educacional, promovendo a construção da inteligência e do conhecimento coletivo, mas também promove mais o individualismo bem como algumas deficiências no processo de civilização. Porque, ainda que estejamos todos altamente conectados, somos alheios ao apelo do outro.
Grupo: ADMILSON REIS, ALINE PERUCHI, ELIANE VITURINI, LUCIENE KUBOYAMA E RENATO SANTOS
promover um debate,via internet
(...) eu quero entrar na rede pra conectar...”
Gilberto Gil
A cada novo avanço da tecnologia, os meios de comunicação diminuem distâncias e inserem o homem em uma nova dimensão de tempo e espaço. Nos últimos dez anos a comunicação se transformou de diversas maneiras, mas a grande novidade foi a criação das redes sociais.
Pode-se pensar na internet como um progresso, um avanço que facilita a vida do homem, disponibiliza uma grandeza de informações e aumenta a produtividade de seu trabalho. Contudo é fundamental pensarmos em como a tecnologia, ao mesmo tempo em que muda a relação do homem com seu meio, acaba também por alterá-lo, principalmente na sua forma de expressão e relação social, como o surgimento da linguagem de sinais e letras dos serviços de mensagens instantâneas e que vão para os cadernos de jovens adolescentes o ciberespaço, trazendo uma nova forma de pensar a cibercultura.
O grupo social que mais utiliza estas mídias e participa destes ambientes é o adolescente. O que não quer dizer que outras faixas etárias não as utilizem ou naveguem na internet. A rede é hoje espaço de diversos tipos de pessoas. Porém são os adolescentes que se fazem com maior presença e interação na internet.
Segundo pesquisa realizada pela Conectmídia, 45% da população brasileira utilizam todos os dias Orkut, Facebook e Twitter. Essa grande penetração das redes sociais tem uma contrapartida um tanto quanto não-social: 16% das pessoas preferem se comunicar com amigos, familiares e colegas de trabalho por computador ao invés de pessoalmente. As redes sociais como Orkut, Facebook, Twitter e MSN são uma das razões para que tantas pessoas passem grande tempo na internet.
As redes oferecem grandes vantagens, tais como a disponibilidade, facilidade do contato e a agilidade e praticidade dos chat’s, mas seus efeitos nocivos também se fazem presentes.
Quando as pessoas se tornam alienados neste mundo sedutor e interessante dos celulares, da internet, dos iphone’s, afastando o homem de si mesmo e o isolando em seu mundo cada vez mais eletrônico e dependente da eletricidade, quase sendo estas próprias, extensões do homem e de seu mal-estar.
A internet permite uma identificação com o outro, nas ações que vão desde moda, doenças raras à construção de um saber científico. Em O Futuro de uma Ilusão (1927), Freud diz que a ciência e a tecnologia podem ser utilizadas para aniquilação das criações humanas. E, em O Mal estar da Civilização (1930), Freud designa o homem, em seu processo civilizatório e ao fazer uso da tecnologia, como uma espécie de “Deus de prótese”. E adverte: “As épocas futuras trarão com elas novos e provavelmente inimagináveis grandes avanços nesse campo da civilização e aumentarão ainda mais a semelhança do homem com Deus. No interesse de nossa investigação, contudo, não esqueceremos que atualmente o homem não se sente feliz em seu papel de semelhante a Deus.”
O mundo digital é enriquecedor como instrumento educacional, promovendo a construção da inteligência e do conhecimento coletivo, mas também promove mais o individualismo bem como algumas deficiências no processo de civilização. Porque, ainda que estejamos todos altamente conectados, somos alheios ao apelo do outro.
Grupo: ADMILSON REIS, ALINE PERUCHI, ELIANE VITURINI, LUCIENE KUBOYAMA E RENATO SANTOS
Assinar:
Comentários (Atom)